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Entrevista – Joana Almeida: «Espero conseguir fazer chegar a minha música às pessoas»

Prometendo ser a nova revelação do Fado em Portugal, Joana Almeida lançou neste mês de fevereiro o seu primeiro disco de originais. Para darmos a conhecermos melhor o trabalho da fadista, o Quinto Canal traz até si mais uma entrevista exclusiva.

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Para quem ainda não a conhece, quem é a Joana Almeida?

A Joana Almeida, é de Felgueiras, tem 22 anos, portista, sagitariana, amiga, divertida, gosta de fazer natação, tocar piano, sair com os amigos… e Lisboa e o fado… são as suas maiores paixões de momento!

Lançou recentemente o primeiro single Vem Ver a Lua. Como tem sido o feedback do dos fãs a esta música?

Tem sido incrível tenho recebido muitas mensagens a dar apoio e não estava de todo à espera uma vez que ainda estou a “começar”, mas fiquei muito surpreendida pela positiva. Acho que realmente o Vem Ver A Lua é um fado tradicional com uma melodia giríssima e com uma energia muito boa, a música é de Casimiro Ramos, e a letra é de Tiago Correia. Assim por alto, retrata a vivência dum romance entre a cidade, o “canto“ e uma terceira pessoa que acompanha esta aventura. O que realmente me deixa mais feliz é às vezes as pessoas virem ter comigo e já saberem cantar os primeiros versos, é uma sensação muito boa!

Apresenta este mês o seu primeiro disco,  Deslumbramento. Quais são as expectativas para este trabalho?

Como primeiro trabalho que apresento, eu só espero conseguir divulgar e fazer chegar a minha música às pessoas, e sobretudo que elas gostem e se identifiquem. Embora eu tenha a noção que vai sempre haver críticas menos boas, e outras boas. Faz tudo parte, e é isso que me ajuda a evoluir. Mas espero que isto seja um começo para concretizar um dia aquilo que eu mais desejo, que é viajar pelo mundo e dar a conhecer a outras culturas a minha música.

Capa do Disco de Joana Almeida

E o que pode o público esperar deste projeto?

Neste projeto acho que o público pode esperar algo fresco, simples e muito jovial. No fundo o disco retrata os meus 22 anos. A minha vivência até esta idade, com momentos bons e outros menos bons. Faz tudo parte. Eu considero que os 22 anos, é a típica idade que nos faz viver o “primeiro amor” mas também o “primeiro desgosto de amor”. Assim como o medo e a incerteza nas nossas decisões também fazem parte. Duma forma muito geral, é esta a vivência que eu tenho para “refletir“ no meu primeiro álbum.

Como surgiu o Fado na sua vida?

Embora eu não crescesse numa terra muito ligada ao fado, comparativamente a Lisboa em que “tropeço e caio numa casa de fado”, o fado sempre teve muito presente na minha vida porque desde miúda que ouvia o meu pai a cantar fados com os amigos aos fins de semana, embora de forma amadora e na altura eu não era de todo adepta de fado. Com os meus 12 anos fui para um conservatório de música aprender a tocar piano. Cantar, só cantava quando ficava sozinha em casa, era muito tímida.

Mas com 17 anos senti uma vontade enorme de explorar a parte do canto. Comecei a cantar em bares de karaokes, no coro da igreja, e até numa banda de metal eu cheguei a fazer parte. Ainda nessa mesma fase, participei num concurso de Karaoke ao qual cheguei a passar à final onde nos foi sorteado um tema para cantarmos, e a mim calhou a Lágrima da Amália Rodrigues, embora considere que o poema seja “pesado” para a minha idade, na altura fiquei surpreendida pela escrita e pela sensibilidade que ele contia. E nessa mesma final notou-se que o público ficou surpreso com a minha atuação a interpretar esse fado. Logo de seguida, participei no concurso 2º Grande Prémio Nacional do Fado na RTP1 em 2015 e fui a vencedora, assim sendo, na altura dei o meu primeiro concerto no Caixa Alfama, foi um dia memorável para mim, desde aí comecei a conhecer músicos, fadistas e, sobretudo, comecei a ganhar uma outra visão pelo fado que não tinha antes, o fado pode ser para todas as idades, temos é de saber ouvir os poemas indicados e a mensagem que eles contêm.

Quais são as suas maiores inspirações neste género musical?

A Amália será sempre a grande referência. Mas também gosto imenso de Carlos Zel, Fernanda Maria, Carlos Ramos, Beatriz da Conceição, Camané, Ana Sofia Varela, entre outros.

Sempre pensou seguir carreira na música?

Sempre gostei muito de artes, sobretudo teatro e música. Mas imaginar-me estar ligada à música e a cantar, nunca pensei.

Com que artistas gostava de partilhar o palco?

Tenho uma grande variedade de artistas que eu adoro. Mas ligados ao fado, talvez o Camané, a Ana Moura e a Ana Sofia Varela, pois mal os ouvi pela primeira vez fiquei logo com uma enorme admiração e respeito, não desfazendo os outros.

Depois do lançamento do disco, que planos estão guardados para o futuro?

Ainda não há grandes planos para o futuro. Só espero conseguir fazer chegar a minha música às pessoas e que elas adiram bem, se identifiquem. O resto que tiver para vir, virá.

 

Para finalizar, uma mensagem especial para os seus fãs e leitores do Quinto Canal:

Nunca desistam dos vossos sonhos, por muito que a vida às vezes nos faça tropeçar, a esperança é a última a morrer.

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