O disco inclui o sucesso lançado no verão, É Mesmo Esse, em conjunto com Telminho.


Este é um álbum que respeita os ancestrais é a premissa fundamental deste trabalho, uma oração em forma de música que venera valores espirituais, tendo como altar batidas profundamente enraizadas na africanidade e na eletrónica moderna.
Ancestralidade tem como grande fonte de inspiração não só Nzamba (que significa “elefante”), mas também Nzambi, o criador do universo em várias religiões de matriz africana. O elefante, símbolo de sabedoria, prosperidade, longevidade e resiliência, é um atributo que pinta perfeitamente o estado de espírito de C4 Pedro durante a criação deste projeto. Com 10 temas, o álbum convida o ouvinte a uma jornada sensorial única: a dançar, a sentir, a pensar e, acima de tudo, a respeitar os antepassados, os ancestrais.
Com uma carreira que já ultrapassa os 18 anos, C4 Pedro – que agora também assina artisticamente como Mpételo Messami, seguindo a mesma abordagem conceptual de King Ckwa – consolida-se como uma das figuras mais influentes e versáteis da música lusófona. Para além da sua bem-sucedida carreira a solo, que inclui álbuns marcantes e êxitos como Bo Tem Mel, Tu És a Mulher, Vamos Ficar por Aqui e Dá Só, é igualmente lembrado como metade da icónica dupla B4, um fenómeno da música africana em Portugal.
Ancestralidade é descrito pelo artista como o projeto mais pessoal e ambicioso da sua carreira – um mergulho profundo e consciente nas suas raízes, fundindo-as com sonoridades eletrónicas contemporâneas. Esta exploração de novas linguagens musicais resulta numa abordagem simultaneamente espiritual, moderna e autêntica, que tem vindo a ser antecipada nos seus lançamentos mais recentes.