Após ter sido um dos rostos emblemáticos dos canais SIC, especialmente na SIC Radical onde chegou a conduzir o famoso Curto Circuito, regressou recentemente ao jornalismo através da RTP, sendo esta a sua verdadeira paixão. O Quinto Canal teve o prazer de entrevistar Diana Bouça-Nova, numa conversa que incidiu nestes e outros assuntos, e dos quais não vai querer perder nenhum resposta.

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Sou muito feliz a fazer o que faço!

Para as pessoas que desconhecem o seu trabalho, quem é a Diana Bouça-Nova?

Ui. Sou uma pessoa que adora comunicar e ouvir as pessoas. Jornalista de formação e coração. Já trabalhei em rádio e televisão. Em entretenimento e jornalismo. Adoro escrever e a adrenalina do direto. Sou muito feliz a fazer o que faço!

Ficou conhecida no mundo da televisão ao apresentar o Curto Circuito. Como surgiu a ideia de participar no CC Casting em 2009?

Soube por um amigo, disse-lhe para participar mas era só feminino. Acabei por tentar eu. E correu muito bem.

Sendo um programa dirigido ao publico juvenil por vezes com temas controversos, qual foi o momento mais caricato que recorda desses tempos?

Foram vários. Serenatas em direto. Um casal que se despiu em direto num festival. Quando o assunto era a adoção por parte de casais homossexuais, havia sempre umas opiniões mais indignadas. Faz parte. A nossa função era gerir isso.

Olhando para trás, voltaria a repetir a experiência?

Claro! Foi muito boa, aprendi imenso, trabalhei com pessoas de quem gosto muito. São boas recordações.

Gostaria de ter tido mais oportunidades como apresentadora noutros formatos da SIC?

Tive as oportunidades certas. Tive sempre trabalho, fui fazendo coisas que gosto muito. E, hoje em dia, isso é um privilégio. Há que ter noção do mercado.

Primeira reportagem de Diana Bouça-Nova na RTP | Foto: Facebook oficial de Diana Bouça-Nova
Primeira reportagem de Diana Bouça-Nova na RTP | Foto: Facebook oficial de Diana Bouça-Nova

Trabalhar com profissionais muito bons faz-nos crescer muito.

Foi através da RTP que conseguiu concretizar o sonho de ser jornalista. Qual é o balanço que faz deste nova fase da sua carreira?

Não é bem assim. Eu comecei em jornalismo, na TSF e na Rádio Vale do Minho. Eu sou jornalista. Pelo meio, trabalhei em entretenimento mas a génese é esta. Depois, surgiu esta oportunidade de voltar para o jornalismo, que já era uma vontade minha há algum tempo, e eu aceitei, claro! O balanço não podia ser mais positivo. Estou a adorar. Trabalhar com profissionais muito bons faz-nos crescer muito.

Como surgiu o convite para trabalhar na estação pública?

No verão passado houve um casting nacional para apresentadores, participei, passei às fases todas. Cheguei aos 10 finalistas e aí, nas provas livres, conduzi o meu casting para a informação, que era o que eu realmente queria. Arrisquei, mas correu bem! Fizeram-me a proposta de voltar para o jornalismo e cá estou.

Entre o mundo da apresentação e do jornalismo, quais foram as principais diferenças que encontrou?

Há algumas. A génese, tecnicamente, é a mesma. O registo é outro. É muito bom fazer reportagens sobre assuntos diferentes todos os dias. Poder acompanhar e propor histórias. É mais a minha cara. Mas continuo a gostar muito de apresentar. Acho que as duas juntas é o ideal.

O que a levou a optar pela formação nesta área?

Desde miúda que queria ser jornalista. Gosto de escrever, de ouvir, de falar, de comunicar, de contar histórias. Está em mim. Gosto das palavras, dos sons, da imagem. Gosto de sair em reportagem, de montar e editar a peça. Gosto de gravar voz. Gosto do processo todo.

Ainda possui o nervoso miudinho antes de entrar em direto?

Não diria nervosismo. Tem que haver uma borboleta na barriga porque senão não tem graça. E pela responsabilidade do trabalho, claro!

Uma mulher é sempre avaliada primeiro pelo seu aspeto físico e depois é que vem o trabalho.

Comemora-se neste mês de março o «Dia Internacional da Mulher». Costuma assinalar esta data de alguma forma especial?

Não. É, naturalmente, uma data importante mas não faço nada de especial.

Apesar dos avanços notáveis na conquista das mulheres pelos seus direitos, acredita que ainda existe muito preconceito?

Algum. Uma mulher é sempre avaliada primeiro pelo seu aspeto físico e depois é que vem o trabalho. Já se notam algumas mudanças mas ainda é um pouco assim.

Na sua opinião existe alguma área onde as mulheres ainda não são reconhecidas com o devido valor?

Existe sim. Mas mais do que área, diria países. Mais do que nos preocuparmos apenas se na mesma empresa homem e mulher ganham o mesmo, é importante perceber que há sítios no mundo onde as mulheres não podem andar na rua sozinhas, sem a companhia de um homem. Isto choca-me muito mais.

Já sentiu algum tipo de descriminação pelo facto de ser mulher?

De uma forma agressiva, não. De uma forma leve, sim. Precisamente porque primeiro vem a avaliação física. E, por vezes, vem da parte de outras mulheres.

Recentemente foi lançada a «Maria Capaz», uma plataforma de ideias e um espaço de afirnação da mulher portuguesa e discussão da condição feminina a nível global. O que pensa sobre a criação deste tipo de projetos dedicados ao público feminino?

Nunca são demais este género de plataformas de debate e discussão. É muito bom poder conversar livremente, discutir ideias e saber mais sobre determinados assuntos. Até mesmo ouvir outras opiniões, relatos, como é o caso. A Rita e a Iva estão de parabéns!

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Falta inovação, arrojo. É preciso arriscar para colher.

Sendo a Diana uma mulher da televisão, costuma acompanhar a programação da caixinha mágica durante o seu tempo livre?

Mais ou menos. Notícias sempre vi e vejo muito. Acompanho algumas séries e um ou outro programa. Não sou uma consumidora de televisão, apesar de trabalhar na área há 7 anos.

Quais são os seu programas de eleição?

Neste momento, vejo de vez em quando o Got Talent Portugal, ainda não vi o Shark Tank mas já ouvi dizer muito bem. Vejo o MasterChef Austrália e o Prós e Contras sempre que posso. E adoro ver grandes reportagens dos canais todos.

O que pensa sobre a atual oferta televisiva dos vários canais generalistas?

Tem fases. Há certos programas que são iguais nos canais todos. Falta inovação, arrojo. É preciso arriscar para colher. Sinto muita falta de programas de debate/sátira da atualidade na televisão nacional.

Para finalizar, uma mensagem especial dedicada aos seus fãs e leitores do Quinto Canal.

Quero deixar um beijinho a todos os que acompanham o meu trabalho. A vocês do Quinto Canal agradecer a entrevista e desejar-vos muito e bom trabalho!

Obrigada!


Foto de destaque: Bruno Veiga
Edição de imagem de destaque: Joana Enes

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