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Entrevista – Carluz Belo: «Sou uma pessoa que sempre se fascinou pela música»

Encontrando-se a preparar o seu primeiro discos de originais, Carluz Belo promete deixar a sua marca no mundo da música nacional. Entre os preparativos para esse lançamento e também a sua participação no Festival da Canção, o Quinto Canal traz até si mais uma entrevista exclusiva com o cantor, que pode ser lida de seguida.

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Para quem não o conhece, quem é o Carluz Belo?

Sou uma pessoa que sempre se fascinou pela música. Acho que é uma excelente forma de cura, meditação e de me realizar na vida. Por esse motivo tenho me dedicado à composição, escrita e interpretação de um reportório original, onde cruzo os meus gostos e referências musicais com a minha ótica e forma de sentir a vida e o mundo.

Lançou recentemente o single Folhas Secas. Como tem sido a receção do público?

Tenho tido uma boa reação por parte das pessoas que me abordam. É um tema nostálgico e romântico – características muito lusitanas – e tem sido muito bom ter esse retorno por parte das pessoas que já adicionaram Folhas Secas à sua playlist.

Será este single o primeiro registo do que poderá ser esperado do seu álbum?

Na verdade, esta é já a terceira canção que publico e que fará parte do meu primeiro disco. Os dois singles anteriores foram lançados em 2017 e são O Mundo Que Nos Foge e Ao Virar de Cada Esquina. Em O Mundo Que Nos Foge adaptei os parágrafos finais do livro de prosa poética Lunário do poeta Al Berto e foi uma grande alegria ter autorização das suas herdeiras para editar o tema. Estas três canções também têm vídeos oficiais e ilustram bem o ambiente do álbum que está a ser preparado.

Quais as suas inspirações para o disco que se encontra a preparar neste momento?

As minhas inspirações prendem-se muito o contacto com a natureza e as reflexões interiores que gosto de fazer nesses momentos. A praia e a floresta reconectam-me sempre comigo próprio, mesmo em tempos de maior incerteza. Além disso, há imensas obras musicais que me inspiram. Desde Kate Bush, a Sufjan Stevens, Rufus Wainwright, Maria Monte, Legião Urbana, são inúmeros os músicos que me instigam a criar. Essas referências não poderiam deixar de passar também por Lena d’Água e António Variações – os mestres maiores da minha matriz pop dos anos 80.

Participou no Festival da Canção em 2008. Que memórias guarda dessa participação?

Guardo boas recordações desse momento. Foi um acontecimento bastante marcante que me impulsionou imenso a continuar na música. Recordo-me que as pessoas gostaram muito da canção que eu defendi, Cavaleiro da Manhã, porque de certa forma celebrava uma “Alegria Lusófona”.

Gostava de voltar a repetir essa experiência?

É algo que não ponho de parte. Seria uma experiência completamente diferente daquela que tive há 12 anos.

O que podem os fãs esperar do Carluz ao longo de 2020?

Para já, tenho criado uma certa aproximação do público através das minhas redes digitais, onde gosto de ir partilhando pedacinhos da minha música e da minha vida. Entretanto, se tudo correr pelo melhor poderei ainda em 2020 fazer o grande lançamento deste meu primeiro disco, que tem sido preparado com tanto cuidado e afeto.

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