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Qultura: edição 2021 do «MEXE» interroga «O Risco»

No ano em que celebra dez anos de existência, o MEXE voltará a reunir cidadãos, artistas e estruturas em dez dias de programação que pretendem despoletar espaços de confluência da criação artística que contamina e é contaminada pelas realidades sociais e políticas.

À sexta edição, o evento propõe uma reflexão em torno d’O Risco e, para além do Porto, vai contar com extensões a outras cidades do país. Está já aberto o período de apresentação de propostas para projetos nos formatos diversos que possam integrar a programação para 2021.

A open-call permanecerá aberta até ao próximo dia 04 de dezembro e poderão candidatar-se projetos que integrem diferentes áreas artísticas como Teatro, Dança, Música, Artes Circenses, Performance, Pintura, Escultura, Vídeo, Fotografia, Novos Media, Instalação, Design, Arquitetura, entre outras. A ter lugar entre os dias 17 e 26 de setembro de 2021, o MEXE voltará a apresentar uma programação orientada em quatro eixos fundamentais: Apresentação, Pensamento, Formação e Documentação.


Os projetos finais a apresentar publicamente serão avaliados e selecionados por um júri independente, nacional e internacionalmente reconhecido em diferentes áreas artísticas, bem como por elementos representantes dos grupos comunitários da PELE. O regulamento e detalhes poderão ser consultados em www.mexe.org.pt.

Num período de particular indefinição e intensidade o MEXE 2021 foca-se nas preocupações que emergem um pouco por todo o mundo. Desigualdades e problemas que muitos viviam são hoje agravados perante uma pandemia que abalou a tirania das certezas. Como esclarece Hugo Cruz, director artístico, nos tempos recentes “o descrédito na vida política, o afastamento do sensível e dos corpos, o poderio reforçado da tecnologia, as urgências climáticas, a desorientação social, o esvaziamento do espaço público e a dificuldade de afirmação das subjetividades disputam os quotidianos dos cidadãos”.

“Num ambiente e espaço que parece, muitas vezes, remeter para um grande impasse, a necessidade de viver o risco e as suas múltiplas facetas impele-nos no sentido da concretização ativa de outros futuros ainda por vir.”, continua, acrescentando que o encontro pretende levantar um conjunto de questões de reflexão premente.


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