Em cinco domingos, ao longo de junho e julho, o TVCine Edition convida os telespetadores a embarcar numa viagem pela história do cinema musical, numa programação especial que atravessa várias décadas, estilos e gerações.
Dos clássicos que definiram o género aos títulos contemporâneos que reinventam a relação entre música e cinema, o ciclo Grande História do Musical reúne muitos dos filmes mais icónicos, exuberantes e influentes de sempre. Uma retrospetiva única pelo esplendor dos musicais de Hollywood, num total de trinta e três filmes, para acompanhar todos os domingos, dias 07, 14, 21 e 28 de junho, e também a 05 de julho, no TVCine Edition e no TVCine+.
O dia 14 de junho percorre diferentes fases da evolução do musical cinematográfico. Não Há Como a Nossa Casa (1944), protagonizado por Judy Garland, inclui o clássico Have Yourself a Merry Little Christmas e tornou-se uma referência dos musicais familiares da MGM. West Side Story – Amor Sem Barreiras (1961), adaptação do célebre musical da Broadway inspirado em Romeu e Julieta, venceu dez Óscares, incluindo Melhor Filme. Hair (1979), realizado por Miloš Forman, transformou o espírito da contracultura dos anos 1960 num musical vibrante e político. Segue-se Purple Rain – Viva a Música (1984), protagonizado por Prince, que se tornou um fenómeno cultural e venceu o Óscar de Melhor Banda Sonora Original. A noite traz dois títulos mais recentes: Mean Girls (2024) recupera o universo da popular comédia adolescente numa nova versão musical, enquanto Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street (2007), de Tim Burton, adapta o musical de Stephen Sondheim numa combinação de terror gótico e tragédia musical.
O dia 21 de junho reúne alguns dos títulos mais celebrados e originais da história do género. Serenata à Chuva (1952), considerado por muitos críticos como o melhor musical de todos os tempos, permanece um símbolo da era dourada de Hollywood. Tommy (1975), baseado na ópera-rock dos The Who, marcou pela sua estética arrojada e elenco de luxo. O Dueto da Corda (The Blues Brothers) (1980) mistura comédia, ação e música soul num filme que se tornou de culto, enquanto Annie (1982) transporta para o ecrã um dos musicais mais populares da Broadway. Victor Victoria (1982), protagonizado por Julie Andrews, conquistou o Óscar de Melhor Banda Sonora Adaptada e destacou-se pela forma inovadora como abordou identidade e performance. Michael Jackson – O Passageiro da Lua (1988) combina videoclipes, fantasia e espetáculo visual ao serviço do universo criativo do artista. A encerrar o dia, o controverso Emilia Pérez (2024) cruza ópera-pop, thriller e drama criminal numa das propostas mais singulares e premiadas dos últimos anos.
O último domingo de junho, dia 28, celebra alguns dos musicais mais exuberantes, excêntricos e inesquecíveis do grande ecrã. Gigi (1958), vencedor de nove Óscares, incluindo Melhor Filme, representa o requinte clássico do musical hollywoodiano. Oliver! (1968), adaptação do romance de Charles Dickens e do musical da Broadway, venceu seis estatuetas da Academia, incluindo Melhor Filme. All That Jazz – O Espetáculo Vai Começar (1979), realizado por Bob Fosse, transformou os bastidores do espetáculo numa obra intensa e autobiográfica, distinguida com a Palma de Ouro em Cannes. Xanadu (1980), com Olivia Newton-John, tornou-se um filme de culto graças à sua fusão de disco, fantasia e patinagem. A Lojinha dos Horrores (1986) reinventou a comédia musical de horror com humor negro e canções memoráveis, enquanto Hairspray (2007) trouxe uma explosão de cor, dança e celebração da diferença ao cinema contemporâneo. A fechar o dia, Better Man (2024) revisita a vida e carreira do cantor Robbie Williams numa abordagem visual ousada e pouco convencional.
O especial Grande História do Musical estende-se até ao domingo seguinte, 05 de julho, numa homenagem à extravagância e à reinvenção do musical ao longo das décadas. Os Homens Preferem as Louras (1953), de Howard Hawks, eternizou Marilyn Monroe e Jane Russell como uma das duplas mais emblemáticas do cinema clássico, enquanto Hello, Dolly! (1969), realizado por Gene Kelly e protagonizado por Barbra Streisand, representa um dos grandes musicais de estúdio da era dourada de Hollywood. O Fantasma do Paraíso (1974), de Brian De Palma, transformou o universo do rock numa ópera-pop delirante e visualmente exuberante, ao passo que Evita (1996), realizado por Alan Parker e protagonizado por Madonna, levou ao grande ecrã o célebre musical de Andrew Lloyd Webber. Já Moulin Rouge! (2001), de Baz Luhrmann, reinventou o musical para o século XXI com uma explosão de cor, montagem frenética e canções pop, num épico com Nicole Kidman e Ewan McGregor. Esta influência ecoa no título que se segue, O Grande Showman (2017), um biopic musical inspirado na figura de P.T. Barnum e protagonizado por Hugh Jackman. A encerrar o ciclo, The Rocky Horror Picture Show (1975), de Jim Sharman, continua a afirmar-se como uma das mais irreverentes e celebradas experiências de culto da história do cinema musical.
