Televisão

Especial Quinto Canal – Revista do Ano 2017: Televisão

Com o objetivo de recordar os momentos mais marcantes do ano das várias áreas, o Quinto Canal traz até aos seus leitores a Revista do Ano 2017.

Estamos na última semana do ano e por isso mesmo o Quinto Canal traz até si a já tradicional Revista do Ano, com os acontecimentos mais marcantes de 2017. Deixamos desde já a informação que a nossa iniciativa tem como base recordar os principais destaques publicados no nosso site ao longo do ano, e que mereceram uma maior atenção por parte dos nossos leitores. Revisto o mundo das Séries, do Cinema e da Música, fechamos este artigo especial como foco na Televisão.

Numa área onde vale tudo pelas audiências, mas não só, foi sem dúvida a estação pública que mais diversidade ofereceu aos seus telespetadores. Deixando os números de lado, a RTP apostou em formatos inéditos e com o objetivo de ser o canal alternativo face às privadas. Logo no início do ano o canal trouxe à antena a estreia diária do concurso A Minha Mãe Cozinha Melhor Que a Tua, que veio a ser uma alternativa na hora de almoço face aos habituais talk-shows, assim como a estreia do concurso diário Brainstorm, que ainda hoje se encontra em exibição. No que toca a programas semanais, tivemos direito a uma nova temporada do Got Talent Portugal com novos apresentadores, e ainda houve tempo para a exibição de formatos inéditos com transmissão pela primeira vez em Portugal, tais como Os Extraordinários, Danças do Mundo, À Capela, Impossível, ou mais recentemente Cosido à Mão.

Foi também a RTP que mais apostou em ficção nacional no que toca a séries. Apesar de uma vez mais os números não refletirem a qualidade das mesmas, as estreias de Ministério do Tempo, Filha da Lei, Sim Chef!, Madre Paula, Vidago Palace, A Criação ou País Irmão são apenas alguns dos inúmeros exemplos que já fazem parte do leque de produtos lançados nos últimos meses. Provando também que é um canal alternativo, o verão foi feito com a iniciativa inédita das 7 Maravilhas de Portugal: Aldeias, sem esquecer a forte aposta (e mais do que ganha), no Festival da Eurovisão, que resultou numa vitória histórica de Portugal no maior concurso musical do mundo.

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Passando da RTP para a SIC, 2017 foi possivelmente um dos anos mais conturbados no que toca à programação do canal, com sucessivas tentativas falhadas no que toca à liderança das audiências. No ano em que celebraram 25 anos de existência e que tinha tudo para correr bem, a verdade é que nada correu como esperado. Sem contar com a perda cada vez mais significativa para a ficção da TVI, no que toca ao entretenimento nas diversas alterações realizadas salvaram-se as estreias de formatos inéditos tais como o Agarra a Música, que nas primeiras semanas do ano elevou os números nas noites de domingo, ou agora no final do ano a estreia de D’Improviso, que também voltou a aumentar a audiência face ao buraco deixado com a transmissão da terceira temporada do Vale Tudo. Também o Não Há Crise! voltou a mostrar ser uma aposta ganha em pleno verão, conquistando sempre bons números.

Mas não foi apenas nos formatos semanais que a SIC atravessou vários problemas. De forma a renovar as suas tardes, o canal deu como terminado o Grande Tarde, para em março dar lugar ao Juntos à Tarde. Mas este novo talk-show diário voltou a ser um fracasso, e nem 1 ano passou desde a sua estreia e já conta com final anunciado para fevereiro de 2018. Os fins de tarde também sofreram bastante com as mexidas que a estação planeou: não contentes com os resultados obtidos por Novo Mundo, a novela saiu do horário das 19 horas para passar para as madrugadas, tendo sido substituída por diversos formatos, todos com fraquíssimas audiências, até o horário ser salvo com a estreia de Linha Aberta, que tem consigo elevar aos poucos os números nesta faixa horária.

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Por fim fazemos uma revisão daquilo que mais importante aconteceu no universo da TVI. Apesar de o canal de Queluz ter sido líder incontestável por mais um ano consecutivo, foi igualmente um dos anos em que a estação estremeceu com algumas apostas falhadas na sua programação. Se por um lado recuperou o monopólio da ficção nacional, 2017 não correu nada bem com a estreia do formato inédito Let’s Dance, conduzido por Fátima Lopes. A  linha da TVI tinha como objetivo neste ano seguir os moldes de vários talent-shows, mas com o fracasso do programa de dança, que nunca venceu nas audiências, o canal rapidamente mudou de ideias. Let’s Dance tinha transmissão 24 horas no TVI Reality, mas rapidamente foi cortada essa emissão para dar lugar de forma inesperada e repentina a outras temporadas de Love On Top, com muita polémica à mistura.

Seguiram-se apostas numa edição de celebridades de MasterChef, que devido aos resultados menos bons também viu o seu dia de transmissão se trocado de sábado para domingo, e agora mais no final do ano o canal aposta igualmente na segunda edição júnior do mesmo programa de culinária. Embora os resultados também estejam longe do esperado, a verdade é que vai ando para vencer a concorrência. 2017 também ficou marcado na TVI pelo estrondoso fracasso de Biggest Deal: querendo apostar novamente em reality-shows mas com uma temática diferente do habitual, o programa que marcou o regresso de Teresa Guilherme à televisão não contou sequer com um mês de transmissão, perdendo sempre para a concorrência. A título informativo o formato era para ter durado até 31 de dezembro, e nem sequer a novembro chegou.

Mas nem tudo correu mal para os lados de Queluz. Se por um lado as apostas em Let’s Dance e Biggest Deal não correram como previsto, o canal decidiu estrear em jeito de “tapa buracos” o programa Pesadelo Na Cozinha, que já estava totalmente gravado há longos meses. Sem que nada o fizesse prever, a TVI teve uma bela surpresa com o formato a registar constantes recordes de audiência, trazendo para as noites de domingos números há muito não vistos. Também o Apanha Se Puderes veio a ser uma aposta certeira, tendo o programa roubado a liderança de largos anos ao mítico O Preço Certo, da RTP1. Não podemos também esquecer que 2017 foi marcado pela mudança de imagem da estação, seguindo a linha dos seus canais de Cabo, numa versão mais clean e minimalista, e pelo anúncio de que o Secret Story estaria de regresso em 2018, fazendo o canal voltar atrás na decisão de não fazer mais temporadas do reality-show.

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