Vikings

O canal canadiano History investiu fortemente em produções históricas cuja exibição teve início este mês. Vikings é sem dúvida um projeto arrojado para o tipo de programas que o canal transmite e mostra um outro lado sobre a cultura deste povo.

O termo viking, que deriva de víkingr, teve origem no Antigo Nórdico e é associado ao povo explorador, guerreiro, comerciante e pirata que habitava na Escandinávia e que se aventurou na exploração do mundo, invadindo e conquistando terras não só na Europa mas um pouco por todo o lado. Este povo é mais conhecido pelos navios que utilizava, conhecidos como navios-dragão, e pela sua atitude bruta e violenta sendo que os vikings são geralmente descritos como selvagens germânicos.

Michael Hirst pegou neste conceito, e nos contos Nórdicos, e trouxe ao pequeno ecrã mais uma grande adaptação da história deste povo. Localizada principalmente na Irlanda, onde os cenários se assemelham aos da época, a série é inspirada na história de uma das personagens desses contos. Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) é um agricultor que serve Earl Haraldson (Gabriel Byrne), o chefe do seu povo, nas expedições terrestres e marítimas, à procura não só de terras mas riquezas que possam roubar para uso pessoal. Ragnar detém uma perícia enorme em combate e com a ajudar do seu irmão Rollo (Clive Standen) consegue elevar o nome do seu povo ao mais alto patamar. Contudo, ele é bastante curioso e persistente e ao ouvir histórias dos povos do oeste Ragnar tentar convencer Earl a permitir uma viagem para essa direção, utilizando as novas técnicas de navegação que descobriu. Contudo, o chefe não lhe dá a autorização e remete-o para a chacota popular. Ragnar não desiste e com a ajuda de Floki (Gustaf Skarsgård) consegue criar um barco mais rápido que os outros, capaz de aguentar marés ferozes. Ragnar conta com o apoio da sua família nesta nova aventura, especialmente da sua mulher, a guerreira Lagertha (Katheryn Winnick), que irá embarcar com ele nas novas expedições. Ragnar tem bastante sucesso nas suas viagens e vai assim mudar não só os limites de conquista territorial do seu povo, aumentando assim a sua honra, mas também descobrir novas culturas e conhecer novos hábitos.

Vikings

Em relação ao seu aspeto histórico muito pouco posso frisar uma vez que não detenho a informação total dos contos Nórdicos, mas historiadores já se fizerem ouvir em relação às lacunas históricas que Vikings apresenta. Contudo, esta série não pretende ser uma reprodução exata dos contos mas sim uma adaptação, pelo que considero que estas lacunas serão algo fácil de ultrapassar.

Em relação aos aspetos técnicos da série considero que o trabalho da produção está muito bom no que toca a efeitos visuais, cenário, indumentária e caraterização (aqui os penteados das personagens ocupam um lugar de destaque). Denota-se que houve um estudo prévio para tentar a aproximação possível à realidade da época e este aspeto que tanto cativa curiosos está muito bem aproveitado.

Considero também que as prestações dos atores estão todas muito coerentes e dão um brilho especial à série pois trazem um pouco de carisma a cada personagem. O ator que representa Floki é na minha opinião o mais genial, ficando um pouco à frente de Travis que torna Ragnar não só intimidante como capaz de criar empatia.

A série não tem cenas de violência grave explícitas, mas considerando a brutalidade que carateriza este povo contém muitas cenas violentas. Contudo, essas cenas são congruentes com a história, surgindo no seu devido tempo e sem exageros ficcionais.

Vikings é sem dúvida um produto mais de entretinimento do que de relato histórico. É mais uma série épica que se for bem aproveitada poderá ter continuidade por muitas temporadas. Vamos esperar que este barco não se afunde nas marés das audiências.

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