só séries

Que as criaturas sobrenaturais estão na moda já toda a gente sabe. Zombies, Vampiros, Bruxas, entre outros preenchem grande parte das produções televisivas da atualidade. Apesar de isso nem sempre significar sucesso, a verdade é que atrai o público (cada vez mais sedento deste tipo de ficção) e muitas vezes prendem os espectadores ao ecrã. Bitten é mais uma série sobre lobisomens mas que elevou a fasquia muito alto, acabando por tombar de forma rápida.

Para não acharem que só falo de séries que gosto, decidi apresentar esta semana esta produção televisiva que me tem proporcionado uma mistura de sentimentos. Exibida no canal Space do Canadá, que transmite também outras produções do género como Being Human, Bitten foi maioritariamente gravada em Toronto, no mesmo país, e apresenta uma história intrigante, inspirada na saga literária Women of the Otherworld, de Kelley Armstrong. A protagonista é Elena Michaels (Laura Vandervoort), uma lobisomem, que deixou a sua mansão em Stonehaven para fugir do mundo sobrenatural, e começou uma nova vida longe disso tudo em Toronto, juntamente com Philip (Paul Greene). Contudo, Jeremy Danvers (Greg Bryk), líder do seu pack, chama-a de volta para uma emergência familiar e ela vê-se forçada a regressar a tudo o que fugia. Só que o que aparentava ser uma visita rápida acabou por se tornar mais permanente e Elena terá não só que lidar com os outros membros do pack, Nick (Steve Lund), Logan (Michael Xavier) e, especialmente, Clayton (Greyston Holt) mas também com outros lobisomens que a perseguem.

Bitten

Quando referi que a história era intrigante, foi porque achei curioso terem apostado numa série com uma protagonista sobrenatural feminina, ao contrário da tendência de muitas outras produções, o que denotavam uma tentativa de fugir à normalidade e dar um toque genial. E mesmo todos os eventos da vida da protagonista não nos são apresentados de uma forma cronológica, o que permite que o espectador vá descobrindo aos poucos o que levou ela a abandonar o pack. Na minha opinião, este é o fator que prende muitos fãs ainda, pelo menos aqueles que não leram os livros, pois é grande a curiosidade para perceber o passado de Elena. Contudo, não acho que a história seja muito profunda e na série muitas vezes é tratada de forma superficial.

Mas por melhor que fosse o guião, está muito mal aproveitado pelos atores. O elenco é composto por algumas caras conhecidas e as prestações não poderiam ser as mais inconstantes. Ora temos atuações interessantes ora somos obrigados a assistir a dinâmicas e diálogos forçados, atuações medíocres e cenas sem qualquer cabimento. Já conhecia a protagonista de outras produções e nunca gostei do seu trabalho. Para este tipo de séries precisavam de ter alguém com carisma e Laura Vandervoort não o tem. O resto do elenco carece também de um fator especial, que torne a história mais atrativa.

bitten2

Por outro lado, existe uma preponderância de cenas sexuais, bem construídas e exibidas sem qualquer pudor, mostrando inclusive nus masculino e feminino, indo de acordo com a tentativa dos produtores mostrarem o lado mais sexual destas personagens. Contudo, as cenas com efeitos visuais são bastante medíocres (estou a tentar não utilizar a palavra “más” porque realmente já vi bem piores). Não sei qual o orçamento da série mas podiam ter apostado um pouco mais neste tipo de cenas. Apesar de as transformações até serem razoáveis, existindo porém coisas mal feitas, grande parte das cenas que exigem uma melhoria no computador são nada agradáveis de ver.

Esta produção tinha tudo para resultar e ter grande sucesso, apelando a um público específico mas que adora este tipo de séries. No entanto, Bitten carece de muitos fatores predominantes que a façam corresponder às expectativas e é uma série medíocre. Se estão à procura de uma série sobre lobisomens, aconselho Teen Wolf, que apesar de ser uma série juvenil, é muito mais atrativa que Bitten. Esta história de lobisomens para adultos não está a resultar muito bem.

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