O Artista chegou aos cinemas no final do ano passado, mas distingue-se do cinema atual por ser um filme mudo. Teve produção francesa e americana, e retrata Hollywood entre 1927 e 1932. A história foca-se essencialmente em dois atores na época em que o cinema mudo está a perder o interesse para o cinema falado. Não podemos inserir em nenhum género específico, há cenas em que o humor é explorado até ao fim, mas temos cenas dramáticas, e até momentos que poderiam ter sido retirados de um qualquer musical.

O realizador Michel Hazanavicius tinha como sonho dirigir um filme mudo, e durante muitos tempo não encontrou quem acreditasse em si, mas nos últimos anos muitos produtores mostraram-se interessados. Foram feitos vários estudos sobre o cinema na década de 20 e sobre as técnicas que eram utilizadas.

Em 1927, George Valentin (Jean Dujardin) é a grande estrela do cinema mudo, e na estreia de mais um dos seus filmes conhece Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma atriz que está a iniciar a sua carreira. George torna-se seu mentor, e com o aparecimento do som no cinema, a carreira deste começa a desabar. Fica convencido de que o som é apenas uma moda passageira, e investe todas as suas poupanças naquela que seria a sua obra-prima. O filme não tem sucesso, e o ator fica sem nada. Paralelamente, Peppy Miller é a nova diva do cinema, que ainda lhe está eternamente grata por George a ter lançado no mundo do cinema.

Nos Óscares teve 10 nomeações e venceu 5, incluindo melhor realizador e melhor filme. Recebeu ainda 3 Globos de Ouro, 7 BAFTA’s, 1 SAG Award, 6 Cesar’s e 4 Independent Spirit Awards.

O Artista é o vencedor de 2011, não só pela Academia, mas também pelo público. Uma verdadeira obra-prima a preto e branco e sem som, numa altura em que a maioria dos filmes já nos chega em 3D. Não se recorreu a grandes tecnologias, é um dos filmes mais simples que já vi, mas um dos melhores.

O resultado de se juntar Michel Hazanavicius a Jean Dujardin e Bérénice Bejo é brilhante. O que foi considerado por muitos como um passo arriscado para este realizador, valeu-lhe o filme que é considerado como “a magia do cinema”.

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