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Marcos Pinto: «Tenho muita vontade de regressar ao entretenimento» – 7 Dias, 7 Entrevistas

Tem crescido profissionalmente na TVI, mas a sua carreira no mundo da comunicação há muito começou. Para além de ter dado cartas na imprensa, Marcos Pinto deixou igualmente a sua marca na rádio e na literatura. Versátil por natureza, passou a ser reconhecido pelos telespetadores depois de ter integrado a equipa de Perfil. Atualmente é um dos rostos promissores da TVI 24 e já deu voz ao Canal História entre 2008 e 2011.

Fique a conhecer um pouco melhor o jornalista Marcos Pinto em mais uma entrevista com a assinatura do 5º Canal!

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I

Quem é o Marcos Pinto?

É um rapaz natural de Riodades que é aldeia mais bonita do mundo. É o lugar onde moram as minhas raízes e onde regresso sempre que posso porque vá para onde for, faça o que fizer, esteja onde estiver, é lá que mora a minha essência.

Quando nasceu o seu gosto pela comunicação?

Acho que é algo intrínseco. Terá sido por volta dos meus oito ou nove anos de idade. A minha madrinha ofereceu-me um gravador que tinha um microfone e, a partir daí, comecei a simular programas de rádio. Muitas brincadeiras foram com aquele radiogravador, daí a paixão pela rádio e pela comunicação.

Trabalhou em duas conhecidas revistas de televisão (TV Guia e TV 7 Dias). Fale-nos sobre essa experiência.

Aconteceu numa altura muito específica da minha vida, foi uma altura complicada. Apareceu mais por necessidade do que propriamente como opção, mas não me arrependo nada. Agora olho e vejo que foram duas experiências positivas e, ainda hoje, acontecem episódios na minha vida que me fazem lembrar algumas experiências e muitas reportagens e entrevistas que fiz nessa altura. Foi muito interessante, até para conhecer o outro lado da televisão. Foi uma experiência muito enriquecedora.

Como chegou à TVI?

Cheguei à TVI em fevereiro de 2009, na altura, com a fundação da TVI24 e tinha fechado uma página da minha vida que foram os três anos passados no Rádio Clube Português. Procurava um novo desafio profissional e fui convidado pelo diretor de informação da TVI na altura, o João Maia Abreu, para abraçar a TVI24 e cá estou desde então.

Escritor, locutor, jornalista ou apresentador: qual destes papéis prefere assumir para contactar com o público?

Um pouco de todos, na verdade. Escritor foi uma descoberta de uns anos que quero continuar a repetir; locutor de rádio é «a minha cena»; jornalista é aquilo que faz parte da minha essência e apresentador é uma experiência que quero também voltar a repetir no futuro e acredito que venha a acontecer.

Informação e entretenimento são duas das áreas que marcam a sua carreira. Acha que são conciliáveis?

Cada vez mais. Hoje em dia é muito fácil olhar para o alinhamento de um jornal e percebermos que há muita informação e que também há muito entretenimento. Televisão é isso e há cada vez mais formatos que juntam essas duas vertentes.

Muitos jornalistas são alvo de críticas por arriscarem a sua credibilidade ao participarem em programas de entretenimento. Já alguma se sentiu discriminado por esse motivo?

Não, nunca senti. E se acontecer é um preconceito. Há muita gente que, de facto, ainda quer distinguir uma coisa da outra, mas temos é de ser bons profissionais e ter noção dos limites.

II

O que significou o Perfil para si?

O Perfil foi uma aventura muito curta e das mais gratificantes da minha vida profissional. Foi trabalhar com uma equipa incrível. Inventaram-se rubricas muito giras. Pecou por ter sido uma aventura escassa, apenas dez episódios, mas o Perfil, foi dos formatos mais interessantes que a televisão portuguesa teve nos últimos tempos.

Como encarou a decisão da TVI em terminar com o magazine nove semanas depois de este ter estreado?

Foi uma decisão estranha. Deixou uma sensação de falta, mas estou convencido de que se o magazine tivesse estreado numa outra altura, por exemplo, quando José Fragoso chegou a Queluz de Baixo, certamente que ainda estava no ar.

Achou que a estação não respeitou o seu trabalho e o dos seus colegas?

Não é uma questão de desrespeito porque as decisões são soberanas e nós temos de saber respeitá-las. Enquanto profissionais, ficámos um pouco tristes porque tínhamos muitas ideias, muitas entrevistas em mente. Tínhamos tanta coisa para fazer! É claro que ficamos desiludidos, mas não é uma questão de desrespeito também porque, enquanto profissionais de televisão, temos de estar preparados para as decisões que são tomadas pelos nossos superiores.

Durante o período em que o programa esteve no ar, preocupou-se com as audiências registadas?

É claro que sim! Qualquer produto em televisão tem de ter audiência, tem de trabalhar para a audiência. Nós temos de fazer algo com cabeça, tronco e membros a pensar na receção e no gosto que o telespetador vai ter. Pensávamos na força do entrevistado, das rubricas e é a partir das audiências que se gere o seu circuito.

Se recebesse um novo convite na área do entretenimento aceitava-o de imediato?

Se aceitava de imediato, não sei. Mas tenho muita vontade de voltar a tentar algo na área do entretenimento e tenho muitas ideias. A decisão tinha, por isso, de ser muito bem pensada e ponderada, mas tenho muita vontade de regressar e isso não o posso negar.

III

Existem três canais de informação no cabo. Como diferencia o trabalho da RTP Informação, da SIC Notícias e da TVI 24?

Para o público português que gosta de consumir informação há três projetos muito distintos. A SIC Notícias tem a vantagem de já estar no ar há mais de dez anos, a RTP Informação tem a vantagem de ter mais meios disponíveis, até porque a estrutura da RTP é muito grande, mas a TVI24 tem um jeito muito particular de abordar um ângulo da notícia e de contar a história de uma forma mais apelativa. No entanto, são três bons produtos e os portugueses têm razões para estarem satisfeitos, até porque há uma grande oferta informativa e cabe ao telespetador decidir qual o melhor.

Já deu a cara por diferentes horários do canal informativo da estação de Queluz de Baixo. Considera que todas as oportunidades profissionais que lhe foram dadas refletem alguma recompensa pelo seu trabalho?

Creio que sim. Nada na vida se consegue sem esforço e acredito que as oportunidades que tenho tido são uma prova de confiança que eu tenho sabido conquistar com muito trabalho e dedicação.

Já recebeu propostas de outros canais?

De outros canais, não. De outros órgãos de comunicação social, sim. Mas por estar satisfeito na TVI e por gostar daquilo que faço, continuo por cá.

Sente-se feliz na TVI24?

Sim, sinto-me muito feliz com o meu trabalho. Tenho a vantagem de estar em estúdio, de ser pivô ao fim de semana, como também tenho a vantagem de fazer diretos ao longo da semana para o Jornal da Uma e Jornal das 8, como tenho também o privilégio de fazer reportagem. Sou um privilegiado.

IV

Quais são os desejos futuros para a sua carreira?

É ter a sorte de continuar a fazer aquilo de que gosto, que é estar a trabalhar na área da comunicação, quer seja na informação ou no entretenimento. O importante é continuar a comunicar com o público. É isso que quero continuar a fazer.  Quero também continuar a escrever e tenho já ideias para as próximas obras.

Como reage às declarações de Júlio Magalhães quando este afirma que muitos dos jornalistas do canal da Media Capital passam demasiado tempo nas redes sociais e na blogosfera?

Não é mau quando passamos tempo nas redes sociais e na blogosfera à procura de informação e contactos. Compreendo quando o Júlio diz isso porque, como em tudo na vida, existem bons e maus profissionais e há aqueles que se desligam e distraem com mais facilidade. Mas atenção: Facebook, Twitter ou Linkedin são fundamentais hoje em dia e podem mesmo auxiliar um jornalista a conseguir contactos para uma reportagem mais complexa. Por isso, as redes sociais são um bom instrumento desde que sejam bem direcionadas.

Tem por hábito visitar os sites sobre televisão? Na sua opinião, qual a importância que estes têm na atualidade?

Os sites sobre televisão são um fenómeno muito interessante na internet. Gosto de ler, procuro informação, gosto de estar informado do que se passa na TVI e também nos outros canais. Há até informação que eu descubro na internet que só depois saem nas revistas. Acho, por isso, que tem uma importância fulcral e há uma nova geração que se interessa pela vida dos profissionais e pelo trabalho de quem está na televisão e acho que isso é muito interessante. Estão todos de parabéns e continuem com a mesma garra!

Uma mensagem para os leitores do 5º Canal.

Obrigado pela vossa paixão televisiva, obrigado por estarem desse lado e obrigado pelo vosso apoio. Continuem connosco e com essa sede de informação porque só o vosso interesse e exigência é que podem tornar o nosso trabalho cada vez mais estimulante.

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Obrigado e muita sorte para o futuro! 

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