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K Filme: Musicais Para Quem Não Gosta de Musicais

Musicais

Os musicais conseguem ser difíceis de ingerir: ou são adorados ou odiados. Muitas vezes comparo os filmes musicais com Marmite, que para quem não conhece, é uma espécie de patê com um aspecto horrível e um sabor pior. contudo este tem duas possíveis reações, tal como o seu slogan diz “Marmite, Love It, or Hate It”.

Portanto é isso, para mim os musicais são Marmite e para os que não gostam do género, apresento-vos hoje cinco filmes Musicais Para Quem Não Gosta De Musicais.

Um Musical é um género cinematográfico em que as canções cantadas pelas personagens são parte da narrativa, por vezes acompanhadas por danças e coreografias. Muitas vezes nos deixam com vontade de viver num mundo assim ou dão-nos o sentimento de vergonha alheia.

Então ora aqui vai mais um adorado top 5  – Musicais Para Quem Não Gosta De Musicais.

Atenção: Este artigo pode conter alguns spoilers

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Little Shop Of Horrors

Little Shop Of Horrors conta a história de Seymour, um rapaz que está loucamente apaixonado pela sua colega de trabalho – Audrey. Ambos trabalham numa florista, que está quase na bancarrota, até que Seymour encontra uma planta exótica e decide mostrá-la ao seu patrão e dar-lhe o nome de Audrey II. Tudo parece estar ótimo e a nova planta atrai bastantes clientes até que se apercebem que a planta se alimenta de carne humana e que a sua vida está prestes a mudar para uma vida de muito sucesso mas também de muito horror.

Porque é que vale a pena?

Apesar de toda a componente musical incorporada na história, o enredo é de tal forma hilariante e surreal que nos esquecemos que é um filme musical. As músicas em si são espetaculares, e muitas delas são conhecidas por todos nós mesmo sem sabermos a origem.

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

Tim Burton acompanhado da sua peculiaridade criativa trazem-nos sempre grandes filmes, entre eles contamos com alguns musicais, contudo este é o que destaco do realizador. Sweeney Todd, o protagonista desta obra, é um barbeiro que exerce a sua profissão na cidade de Londres.

Porém esta história não é só dele, e não é contada apenas por ele, e isso é das coisas que mais gosto neste enredo. As histórias paralelas das diferentes personagens culminam numa grande intriga.

A obra foi brilhantemente adaptada do musical da Broadway com o mesmo nome e a sinergia que existe entre Johnny Depp e Helena Bonham Carter é sempre agradável de se ver.

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Porque é que vale a pena?

Este é um filme de terror em que as personagens cantam sobre matar as suas vítimas. O ambiente vitoriano e sujo de londres é muito bem representado e todas as personagens, à sua maneira, representam o lado negro do ser humano, desde de instintos assassinos a canibalismo. Eu encontrei uma grande vertente cómica neste filme que espero que também encontrem.


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Across The Universe

A história deste filme começa em Liverpool de onde Jude parte para os EUA à procura do seu pai. Chegado à América, ele conhece uma rapariga rebelde e visionária mas em vez do óbvio, ele apaixona-se pela irmã dela – Lucy. Lucy entra nos movimentos de contracultura e protestos contra a guerra no Vietnam.

O cenário de revolução social e cultural tem como banda sonora The Beatles, sendo essa a principal razão deste filme fazer parte da minha lista.

Porque é que vale a pena?

Para além das fantásticas performances e versões das músicas da melhor banda de todos os tempos, este filme retrata quase na perfeição a realidade Americana nos anos 60, e como os amores eram vividos. Fala também da homosexualidade, das revoluções violentas e dos manifestos artististicos.

Hedwig and the Angry Inch

Eu quase não tenho palavras para o estado em que fiquei após ver esta obra de arte. É de facto uma obra prima, musicalmente e cinematograficamente falando. Hedwig é agora uma estrela de rock falhada, front(wo)man na banda de Glam Rock – Hedwig And The Angry Inch.

Contudo a sua história começou muito antes, quando vivia no lado oriental do Muro de Berlim. Apaixonou-se por um soldado americano durante a sua adolescência e para poderem casar e ir para os EUA, ele submeteu-se a uma mudança de sexo que correu muito mal. Agora Hedwig leva-nos numa viagem pela sua vida, a sua quase carreira e a sua luta à procura do amor.

Neste momento o musical está a ser feito na Broadway protagonizado por Neil Patrick Harris.

Porque é que vale a pena?

No fim deste filme, fiquei destruída emocionalmente e abalroada psicologicamente, e também com imensa vontade de ver esta banda ao vivo. As músicas são um máximo, com letras geniais, portanto se não virem o filme, oiçam apenas a banda sonora. Deixo-vos abaixo uma das músicas do filme.

Rocky Horror Picture Show

Para além de ser o meu musical favorito, está no meu top 5 pessoal de filmes favoritos. Há algo mágico em ver o Tim Curry vestido de travesti. Claro que essa não é a única razão, este musical é uma paródia a todos os musicais e a toda a pop culture dos anos 70 – desde Flash Gordon, a romances mal acabados, passando pelo glam e os primórdios da ficção científica.

O enredo começa com o casamento de um jovem casal – Brad e Janet – que ao partirem na sua lua de mel para visitarem o seu antigo professor Dr. Scott, furam o pneu do carro e são obrigados a procurar ajuda numa mansão assustadora. Quando lhes abrem a porta da casa, também lhes abrem a porta para uma viagem completamente alienada do mundo que pensavam conhecer.

Infelizmente foi feito um remake em 2016, que foi honestamente das piores coisas que vi na vida, portanto é importante verem o original de 1975.

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Porque é que vale a pena?

O simples facto de ser um musical que ridiculariza os musicais é razão suficiente para vos dizer que vale mesmo a pena. Para além disso têm um elenco de excelência, Tim Curry, Susan Sarandon e Richard O’Brien. Este último, para além de realizador do filme é também ator. Tem ainda a participação especial de Meatloaf. Acima de tudo, só nos dá vontade de dançar!

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