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K Filme: «Deadpool» – O Melhor dos Piores

Deadpool

Existem mil e uma razões para amarmos o Deadpool! este anti-herói entrou nos nossos corações um bocado à bruta, de tal forma que não conseguimos dizer que não ao seu charme, e é por esta e muitas mais razões que ele é o melhor dos piores.

Finalmente consegui ter oportunidade de ver Deadpool 2 no cinema e sendo assim trago-vos hoje uma lista de razões para amar este abacate humanoid, assim como a sua mais recente adenda de património cultural. Neste artigo vou enumerar as razões pelas quais o considero o melhor dos piores. Considerem isto uma pseudo review, spoiler free.

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Ryan Reynolds

Genuinamente cada vez mais acredito que não podiam ter escolhido um melhor actor para fazer o papel de Wade Wilson (aka Deadpool). Considero-o um ator brilhante e um dos melhores da geração e apesar de ser bastante flexível, é na comédia onde ele realmente brilha. Com Deadpool, ele brilha mais que mil milhões de sóis. Contudo, se puxarmos pela cabeça, lembramo-nos que ele já tinha feito de uma espécie estragada de Deadpool em X-Men Origins: Wolverine. É percetível que alguns não se recordem porque o ser humano tende em reprimir memórias menos boas, mas já volto a esta pérola.

No fim, tudo correu pelo melhor e trouxeram-nos o melhor Deadpool que poderíamos ter, para qualquer momento nas nossas tristes vidas. Eu pessoalmente adoro este anti-herói e o seu sentido do humor, e apesar dos seus métodos pouco convencionais, tem o coração no sítio certo e por isso considero-o o melhor dos piores.

Deixo-vos abaixo uma compilação de alguns destes brilhantes momentos:

The 4th wall

Apesar de ser um conceito já conhecido no cinema, Deadpool foi o primeiro filme de super-heróis a partir a quarta parede.

A quarta parede é um conceito de teatro que foi passado ao cinema e que consiste na existência de uma parede imaginária que divide o público, da ação. Desta forma, faz com que a plateia assista passivamente à ação que se decorre ao longo da encenação. No cinema, o partir da quarta parede significa que a personagem da tela tem consciência que está a ser vista e interage com o público.

No Deadpool isto é muitas vezes recorrente e neste segundo filme, esta ação foi mais presente do que no primeiro. Foi também melhor executada e nas alturas certas. Dá-nos uma maior sensação de inclusão na história e se há coisa que o espectador gosta, é de se sentir incluído.

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Marketing

As estratégias de marketing e promoção deste segundo filme foram excecionais pois o próprio Ryan Reynolds comprometeu-se de tal forma ao papel que as entrevistas foram feitas como personagem. Tal como as aparições fora de set, etc.


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Para além de tudo isto, quando saíu o DVD do primeiro filme, os anúncios foram feitos de raíz e de forma super criativa, incorporando desde anúncios do próprio filme, interpretações do Bob Ross, até paródias publicitárias para hemorroidas.

Banda Sonora

Coisa que adoro nos filmes são as bandas sonoras e no Deadpool há uma ampla versatilidade musical, para miúdos e graúdos, a moda de hoje e a moda dos 80’s. Ñeste gostei particularmente da versão unplugged da Take on Me dos Aha, para além de ter sido num momento de deixar lágrimas nos olhos de qualquer um (sim, neste filme há disso). A música é lindíssima e faz todo o sentido.

Introdução e Referências

A introdução do filme não podia ter sido melhor! O primeiro ato coloca-nos logo em posição mega concentrada para vermos o que vem a seguir. Não querendo dar spoilers, foi de facto um momento explosivo.

Depois da entrada rolam os créditos iniciais, e como é da praxe, estes têm as mais diferenciadas referências da cultura pop e também do mundo da Marvel numa constante paródia a tudo e todos. E claro que o Deadpool nunca nos deixa esquecer o amor/ódio que sente pelo Wolverine.

As referências estão espalhadas por todo o filme e são simplesmente geniais. A minha favorita foi em referência ao filme da DC Comics Batman Vs. Superman que foi honestamente das piores coisas que vi na grande tela. Mas opiniões à parte, qualquer piada dita pelo Deadpool neste filme tem todo o meu apoio.

Isto leva-me então ao último ponto:

Pós-Créditos

Os pós-créditos fazem-nos esperar na sala durante 10/15 minutos só para vermos uma pista, que pode nem ser uma pista, do próximo filme. No caso do Deadpool, obviamente que ele só quereria mesmo gozar com a nossa cara. Desta vez, ele não gozou com a nossa cara, ele apenas resolveu pequenos problemas do passado, que inquietavam até os nossos sonos mais calmos e profundos. Agora sim, mais ou menos, SPOILER ALERT.

Aparentemente o próprio Ryan Reynolds teve mão nestes pós-créditos, o que faz todo o sentido, porque ele adora o papel em que o colocaram. Considera-o o papel de uma vida, no seguimento desta ideia, faz sentido que ele estivesse determinado a livrar-se dos demónios do passado.

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Foi das minhas partes favoritas dos 120 minutos e assim termino, dando-vos um conselho, no caso de não terem visto o filme e um conselho de vida – fiquem até ao fim.

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