Sábado, 23 de Setembro de 2017
Quinto Canal

Inside Gaming: Gameplay de «Alien: Isolation» [com vídeo]

Depois de já vos termos mostrado o vídeo de gameplay deste assustadoramente genial videojogo, que partilhamos na nossa página do Facebook, hoje é a altura de enquadrarmos um pouco a história por trás desta jornada. “Mas já não estamos no Halloween” – dizem vocês, e eu respondo – “O Halloween é quando o Homem, neste caso, a Mulher, quer…e eu quis :D”. Dito isto, vamos lá.

Desenvolvido pela The Creative Assembly e publicado pela Sega a 7 de outubro deste ano, Alien: Isolation está disponível para PC, Playstation 4 e 3, Xbox One e Xbox 360.

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O jogo insere-se na saga Alien e tem lugar 15 anos após o primeiro filme (1979) e 42 anos antes de Aliens (1986), o segundo. Localizado no ano de 2137, a história centra-se em Amanda Ripley, que está a investigar o desaparecimento da sua mãe, Ellen Ripley. Após ter sido transferida para a estação espacial Sevastopol, Amanda encontra uma gravação em que descobre que um extraterrestre – o nosso belo alien – está a aterrorizar a nave e que já matou inclusive grande parte da tripulação. Ao contrário do videojogo anterior – Aliens: Colonial Marines – que também era baseado nos filmes e que desiludiu por completo todos aqueles que lhe colocaram os olhos em cima, Alien: Isolation é uma obra-prima ao se assumir como um first-person survival horror que põe à prova as nossas capacidades de stealth, que é como quem diz, fazer o mínimo barulho possível ou possivelmente iremos sofrer de uma morte terrivelmente dolorosa.

O jogador passa grande parte do tempo a explorar entre os vários níveis da nave, à procura de suplementos e de informações para desvendar o que realmente se está a passar na nave. Pelo caminho, teremos não só que nos esconder dos androids que fazem de tudo para proteger a nave, dos humanos, que por algum motivo que me ultrapassa insistem em nos tentar matar quando há um alien assassino à solta, do qual também temos de nos esconder. Este alien tem todas as características para o considerarmos um predador implacável. Não tem olhos mas é dotado de uma audição acima da média e ao mínimo som que façamos, ele irá aparecer para nos aniquilar – não só a nós mas a todos os que se encontrarem por perto. Como poderão ver no vídeo, experienciei situações em que o alien estava mesmo à minha frente e das duas uma: ou ele passava por nós sem nos ver, o que provoca todo um congelamento da nossa corrente sanguínea ao ouvir a sua respiração nojenta e passos pesados ou corria para nós e nos deitava ao chão para nos matar. Por várias vezes pensei que ele me tivesse visto, fugi por breves segundos e depois simplesmente parava, aceitando a minha morte, com as mãos a tapar a cara claro, não fosse eu uma mariquinhas no que a estes jogos diz respeito. Mas, por um qualquer milagre divino, acabava por sair imune. E onde está o medo ou terror nisto? Bem, não está, pelo menos diretamente. É tudo uma questão psicológica e é isso que provoca suores frio a escorrer pelo nosso corpo.

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Apesar de ser um jogo de terror, a verdade é que se passa muito tempo sem qualquer sobressalto. Mas o que realmente ajuda a criar toda a atmosfera de suspense é a banda sonora. Composta principalmente por música instrumental, está presente em todos os momentos do jogo e varia consoante a ação. Posso até andar descansada (pelo menos o mínimo possível) mas assim que a música acelera e se torna mais negra, sei que algo de mau está para acontecer – ou então são apenas os criadores a brincar com a nossa sanidade mental, tornando-a quase inexistente. Mais do que a jogabilidade, a banda sonora é o principal fator de terror em Alien: Isolation.

De resto, só vos posso aconselhar mesmo a verem a minha experiência no vídeo e a tirarem as vossas próprias conclusões. Divirtam-se enquanto eu percorro os recantos sombrios da nave e tento sobreviver ao instinto matador do alien.

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SOBRE O AUTOR

Licenciada em Educação e Comunicação Multimédia na Escola Superior de Educação de Santarém. Viciada em videojogos desde sempre, comecei a escrever sobre eles já lá vão mais de dois anos.