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Hoje decidi falar-vos de um jogo que comprei nas promoções de inverno da minha adorada Steam. Esta escolha acentuou-se ainda mais quando me deparei com outro título da série no Indie Humble Bundle – que para quem não conhece, é um site que através de promoções semanais permite adquirir uma série de jogos, uma vezes indie, outras não, ao preço que o utilizador decidir pagar, desde que seja acima de um dólar. Já perdi a conta dos jogos que adquiri nestas promoções e esta semana, além do que vos falo aqui hoje, ressalto o Papo & Yo que tem uma história de facto fantástica.

bit trip runner

Como já devem ter entendido pelo título, irei falar de Bit. Trip Runner. Este videojogo, ou melhor, estes, pois já existem dois e irei falar um pouco de ambos, fazem parte de uma série de sete onde o protagonista é Commander Video, uma personagem sem face e pixelizada. Cada título da série tem um género diferente, e os Bit. Trip Runner, como o próprio nome indica são side-scrollers (jogos onde o ecrã acompanha a personagem num movimento lateral) em que o personagem enquanto corre tem de ultrapassar diversas plataformas. Dito desta forma parece mais uma espécie de endless runner como tantos outros que existem por este mercado fora. Mas não é.

bit trip runner4

Tanto em Bit. Trip Runner como em Bit. Trip Runner2: Future Legend of Rhythm Alien, os níveis são uma espécie de mini jogos em que o foco central é a música, o ritmo e os reflexos do jogador. A mecânica até é simples, basta desviar dos objetos através de slides, saltos, pontapés e chegar à meta. E digo até pois o jogo desenrola-se a uma velocidade considerável e que, apesar de nos ser dado bastante tempo para nos ambientarmos às novas capacidades que vamos adquirindo – cada forma de evitar os objetos vai surgindo ao longo dos níveis – é o suficiente para nos fazer ficar com os olhos trocados. Todos os níveis começam com um ritmo bastante simples, mas conforme vamos apanhando os itens espalhados pelo nosso caminho, forma-se uma bela batida. Vamos então criando a nossa própria melodia enquanto tentamos chegar à meta. A música tem de facto um papel preponderante neste jogo pois tem a capacidade de nos alterar o estado de espírito e de nos fazer sentir mais agitados ou calmos, e acreditem, é complicado ficar calmo durante este jogo. Até jogar Bit Trip Runner já não fazia Rage Quit – desligar o jogo por se estar a perder, num ato de raiva – há uns belos anos. Entretanto já perdi a conta das vezes que o fiz. Isto acontece sobretudo porque quando tocamos em algum objeto, seja uma escada num salto mal dado ou uma queda num buraco, voltamos ao início do nível. No Runner2 existem checkpoints ao longo do percurso, mas acreditem, a frustração é gigantesca quando até já sabemos quando devemos saltar ou baixar e por algum motivo falhamos e já víamos a meta mesmo à nossa frente. É praticamente impossível passar os níveis mais avançados numa única tentativa, pois chega a um ponto que praticamente temos de decorar as teclas.

BIT-TRIP-Runner-2-1

Todo o jogo remete para anos 80 e para jogos retro, com um nível de dificuldade bem elevado. Os gráficos ajudam bastante neste ambiente e é um jogo que acaba por se tornar viciante mas que sinceramente não aconselho a jogar sem terem a vossa concentração no nível mais elevado, caso contrário a frustração será máxima.

Já conheciam este jogo? Ficaram curiosos? 😉

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