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Esta semana falo-vos de Max Payne, uma das trilogias mais conhecidas e apreciadas no mundo dos videojogos. Deu inclusive mote a um filme com o mesmo nome protagonizado por Mark Wahlberg e com a participação de Mila Kunis (no entanto aconselho-vos a ficarem-se pelo videojogo, o filme atingiu a modesta nota de 5,3 no IMDB). Neste third-person-shooter (tiro em terceira pessoa), controlamos a personagem que dá o nome à serie – Max Payne. É um polícia infiltrado na máfia mas acaba por ver tanto a polícia como a máfia contra si. Esta situação vai colocar Max numa luta constante e numa imensa sede de vingança após a sua família lhe ter sido tirada. Em qualquer um dos jogos, podemos contar com uma das suas principais características, o Bullet Time. Esta opção permite ao jogador colocar o tempo em câmara lenta, diminuindo assim a dificuldade dos tiroteios. Esta série caracteriza-se pelos constantes monólogos da personagem principal e pelos seus cenários obscuros que remetem para os ambientes de The Matrix. Os títulos desta trilogia são:

Max Payne – Este primeiro jogo lançado em 2001 centrou-se na procura de Max pelos responsáveis do homicídio da sua mulher e bebé e dos verdadeiros assassinos do seu colega – crime pelo qual Max foi incriminado. É neste primeiro jogo que conhecemos Mona Sax que também procura vingança pela morte da sua irmã gémea. Payne acaba por se ver envolvido numa teia de polícias corruptos, mafiosos, sociedades secretas e toxicodependentes viciados numa nova droga – Valkyr. Durante o jogo, além de imensas situações de tiroteio, encontramos ainda algumas de puzzle e plataformas, sendo uma dessas situações particularmente frustrante. Refiro-me à do labirinto no cenário negro apenas com uma linha de sangue para seguir. Quem jogou certamente sabe ao que me refiro e poderá concordar quando afirmo que foi sem dúvida um dos níveis mais perturbadores mas que transmite perfeitamente a obscuridade da mente de Payne.

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Max Payne 2 – The Fall of Max Payne: Lançado em 2003, passa-se dois anos após os eventos do primeiro título. Aqui Max vê o seu nome e cadastro limpos e volta a juntar-se à policia de New York. A investigação de um caso volta a pô-lo no caminho de Mona Sax que acaba por nos envolver mais uma vez numa conspiração que vai fazer correr muito sangue. Numa história que dá muitas reviravoltas, prefiro despertar-vos a curiosidade de jogar do que contar a história propriamente dita, correndo o risco de transmitir spoilers. Ainda que lançado já há 10 anos, nunca é tarde para o experimentar. A jogabilidade manteve-se igual à do jogo anterior, assim como uma das características mais interessantes deste jogo – que acima de tudo se centra na história: as cutscences narradas pela voz de Payne e apresentadas como se de uma banda desenhada se tratasse.

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Max Payne 3Este foi o único jogo da série que não foi escrito pelo seu criador (Sam Lake) e que contou apenas com a participação da Rockstar, deixando para trás a empresa Remedy Entertainment. O autor principal foi Dan Houser, escritor da maior parte dos títulos da série Grand Theft Auto (GTA) e Red Dead Redemption. Neste novo título vemos Max oito anos mais velho, num novo país – Brasil (São Paulo) – e com uma atitude cada vez mais cínica e amarga com a vida. Com a mudança de país, Max muda também de profissão – é agora guarda-costas privado de uma família rica. No entanto, Payne vê-se novamente arrastado para conspirações obscuras após ser confrontado com o rapto da esposa de Rodrigo Branco (o seu chefe). Neste título os cenários Noir tão característicos da trilogia são abandonados, dando lugar a ambientes mais coloridos. Apesar disso, as principais características mantêm-se e foi ainda introduzido um modo multiplayer que explora os diversos níveis do jogo.

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Já jogaram algum destes títulos? Qual preferem?

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