O Em Foco está de regresso e, neste domingo, muda de cara. Se, até aqui, esta rubrica destacava o que de mais importante se passava nas generalistas, a partir de hoje centra-se apenas num único tema. Com mais opinião, a sua rubrica do 5º Canal apresenta agora uma nova roupagem que, espero eu, esteja do seu agrado.

Seja bem-vindo ao novo Em Foco!

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Estreou no dia de ontem a mais recente aposta da estação pública. Num verão pautado pelas repetições e pela aposta em novas temporadas de programas que já deram que falar no passado, a RTP decidiu fugir à regra e lançar um novo formato de culinária para animar as noites de sábado dos portugueses.

Com uma comunicação que se alastrou às mais diversas publicações, a estação pública acertou no caminho a seguir para que este programa conseguisse captar a atenção do maior número de telespetadores. Infelizmente, o resultado não foi o melhor, uma vez que a versão portuguesa de Top Chef não foi além dos 4,7% de audiência média e 12% de share, ou seja, dos 448 mil telespetadores.

O que falhou? Acima de tudo penso que os portugueses estão habituados a assistir a este tipo de programas no cabo, o que leva a que automaticamente pensemos que qualquer comentário ou postura dos jurados, por exemplo, soe a falso. Não, o que é produzido em português não significa ser mau, muito pelo contrário.

Gostei da postura de Sílvia Alberto na condução deste formato mas, por exemplo, não apreciei a forma como os chefs se apresentavam às câmaras. Com um texto demasiado forçado e decorado, de forma a que não existissem breaks, os concorrentes provaram que o seu talento não se estende à comunicação.

Por outro lado, de salientar que a concorrência era forte. Doce Tentação e Gosto Disto! não deram tréguas à concorrência, nem mesmo a partida futebol que opôs o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting de Braga, transmitido pela Sport TV. Os jogos da Liga de futebol Zon Sagres já chegaram, e prometem não dar abébias às generalistas.

Será que para a semana as audiências vão subir? Por enquanto os resultados não poderiam ficar mais longe das expetativas, uma vez que até no Facebook os fãs de Top Chef parecem não se manifestar: são menos de 2000. Estará certo atribuir as culpas à Gfk? Se este sistema dá mais ênfase ao público jovem, e se o programa, à partida, deve agradar precisamente a esta camada da população, então os valores alcançados deveriam ser outros.

Algo correu mal mas, mesmo assim, é de salientar o investimento da RTP num formato que refresque o verão televisivo. Top Chef pode vir no seguimento de MasterChef mas, pelo menos, é uma nova aposta na «caixinha mágica».

Nota final: 6/10

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