Como Eu Ouço

Esta semana resolvi partilhar com os demais sete temas que sonorizam o Natal com a qualidade musical que a época exige, fugindo aos habituais clichés musicais que se repetem ano após ano, desvirtuando a vastidão incrível de temas que representam a época com uma classe atípica.

Leona Naess é uma cantora britânica que de forma crua expõe os seus pensamentos sobre as mais diversas temáticas que assombram a complexidade do ser humano. Numa abordagem pessoal e criativa acerca do Natal, Naess resolve integrar esta temática no seu álbum de 2003 Leona Naess, de forma arrojada. O tema fez também parte da banda sonora da série The O.C, pródiga em promover talentos musicais sublimes de visibilidade discreta.

Fiona Apple resolveu recriar o tema tradicional Frosty the snowman para o álbum de Natal de 2003 Christmas Calling. Mais uma vez, a artista imprime toda a sua genialidade num tema que se afiguraria fácil, com o brilhantismo que sempre lhe conhecemos.

Os Sixpence None the Richer sempre se assumiram como um banda cristã, aludindo várias vezes a temáticas bíblicas no seu repertório. Desta feita, aliam-se aos Jars of Clay para um dueto maravilhoso de exultação a Cristo, envergando a leveza exigida para um tema Pop que agradará a miúdos e graúdos.

Foi em 1999 que Jewel lançou o album Joy – A Holliday Collection, no qual recria uma série de temas tradicionais, reinventa alguns dos seus originais e ainda apresenta novas canções. O álbum indicado para ouvir com toda a família, sendo que vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo e chegou ao sétimo lugar do top da Billboard no mesmo ano.

O mentor do programa The Voice, Cee-lo Green, lançou este ano um álbum de Natal no qual conta com diversos convidados especiais. Entre os quais encontra-se a sua colega de cadeira no talent show, Christina Aguilera, com a qual recria o clássico Baby, It’s cold outside de forma magistral. Um álbum que merece atenção.

Goldfrapp desejam de forma personalizada a todos os seus fãs um feliz natal, partilhando uma actuação carregada de sentido de humor, com a ousadia que caracteriza o projecto. Uma maneira vanguardista de encarar a época, traduzindo-a em sonoridades futuras e um visual surrealista. Bravo.

Para quem quiser passar o Natal a dois, aconselho vivamente que se renda às interpretações de Brian McKnight sobre a época. O soul que impõe às suas interpretações sobrepõe-se a qualquer temática e faz com que nos deixemos levar facilmente para um universo ímpar da música.

Por cá e a convite da rádio RFM, todos os artistas que participaram na rubrica Sem palheta, que consiste em recriar temas de outros artistas de forma intimista e personalizada, reuniram-se para dar o seu toque pessoal ao clássico de Mariah Carey, All I want for christmas is you. Como devem calcular, eu sou suspeito, mas sempre acreditei que a partilha musical entre géneros distintos só pode enriquecer o universo de quem assume a música como o seu oxigénio. Foi um prazer fazer parte de um grupo tão talentoso e que ainda por cima faz parte do nosso país.

Desejo a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo com muita música e mais respeito pela arte!

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