Cinema Geral

Argumentista de «Lincoln» pede desculpas por erro histórico

Lincoln

O argumentista de Lincoln, Tony Kushner, desculpou-se na passada sexta-feira por um erro que mudou o registo histórico durante 15 segundos. Depois de ser chamado à atenção pelo congressista do Connecticut Joe Courtney, Kushner emitiu um comunicado onde concordou com o democrata.

Segundo Courtney, uma cena-chave do filme sugeriu, de forma errada, que dois membros do Parlamento do seu Estado votaram contra a alteração da 13ª emenda da Constituição dos EUA, que aboliu a escravidão em 1865. Tony Kushner escreveu que «Courtney está correto quanto a 4 membros da delegação do Connecticut votarem a favor da emenda» No entanto, ressalvou que a falácia não muda a direção do filme em nenhuma forma. Lincol é, acima de tudo, «um filme dramático e não um ataque», disse.

Em resposta, Joe Courtney mostou satisfação quanto ao facto do argumentista ter reconhecido o lapso: «(…) para que as pessoas não deixem a sala [de cinema] acreditando que os representantes do Connecticut estavam do lado incorreto da História». Ainda assim, Courtney pede que o erro seja corrigido antes da difusão do filme em formato DVD. Com uma pitada de ironia, Kushner acrescentou ainda: «lamento se alguém em Connecticut se sentiu insultado por estes 15 segundos , embora a emissão de um comunicado do Congresso (…) pareça uma maneira bastante extravagante para o tornar conhecido».

A longa-metragem, concorrente aos Óscares com 12 nomeações, narra um tenso drama político que expõe as manobras de Abraham Lincoln para garantir votos no Congresso. O filme de Steven Spielberg pode ainda ser encontrado em algumas salas de cinema do país e será lançado em DVD no próximo mês de Março.

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