«Comic Con Portugal 2017»: Painel do filme «A Floresta das Almas Perdidas»

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Contando também com uma forte componente nacional, decorreu na Comic Con Portugal 2017 o painel dedicado ao filme A Floresta das Almas Perdidas.

Tendo como concorrência direta no que toca a horário o painel de Katherine MacNamara no Auditório Principal,  foram poucas as pessoas que mostraram interesse em descobrir melhor o filme nacional A Floresta das Almas Perdidas, que contava com o seu painel de apresentação a decorrer no Auditório B. Mas nem isso tirou o entusiasmo à equipa do filme que esteve presente, e que deu assim a conhecer a primeira longa-metragem de terror produzida pelo Anexo 82, sendo um projeto nacional que vale bem a pena ser conhecido.

Realizado e escrito por José Pedro Lopes, A Floresta das Almas Perdidas conta a história de Ricardo, um pai que vai à procura de respostas para a morte da sua filha a uma floresta, onde a mesma se suicidou. Pelo meio acaba por conhecer uma rapariga, Carolina, com quem desenvolve uma amizade. Contudo, Carolina é nada mais do que uma serial-killer que mata pessoas na floresta, fazendo crer que se tratam de suicídios, indo depois atrás da família das suas vítimas, acabando também por as matar.

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O filme estreou no início deste ano no Fantasporto, apesar de só em outubro ter estreado nas salas de cinema em Portugal. Pelo caminho foi apresentado em diversos festivais de cinema fantástico um pouco por todo o mundo, arrecadando grandes críticas em revistas de conceito, tais como a Variety, e ainda conquistou o prémio de Melhor Filme Internacional no FANT – Festival de Cinema Fantástico de Bilbao. Recebeu largos elogios à sua produção, pelo facto de o género de terror não ser associados a filmes nacionais, contando já por isso com distribuidores em diversos países, entre os quais Espanha, Estados Unidos e América Latina.

Contudo, e contrariando o que acontece lá fora, infelizmente o mesmo não aconteceu em Portugal. José Pedro Lopes fez questão de mencionar que o filme foi completamente arrasado a nível nacional, sendo a opinião da equipa unânime, em que quando se tenta fazer algo diferente por cá, nunca se consegue uma boa aceitação, a não ser que o mesmo seja o típico filme comercial, e que tem de contar sempre com um grande nome conhecido do público em geral.

Por essa mesma razão é que A Floresta das Almas Perdidas foi em certa parte feito a pensar no mercado internacional e não para Portugal. e por isso mesmo afirmam ter sido gratificante, especialmente pelo reconhecimento internacional. Em jeito de comparação com o que é feito no estrangeiro, foi ainda dito que lá fora o filme pode ser visto sem preconceito pois os atores não são conhecidos e não estão assim ligados a outros projetos que podem levar as pessoas não irem ao cinema por determinado ator ter participado em determinado programa que não foi bem visto ou algo semelhante.

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Já na reta final do painel, o realizar concluiu que no futuro, para fazer mais cinema fantástico, só com a possibilidade de pré-financiamento do estrangeiro e com algumas sessões comerciais mais ativas, com distribuidoras que já se mostraram interessadas, pois fora do cinema fantástica através de financiamento público com apoio do ICA, seria mais arriscado pois raramente existe esse financiamento em projetos menos conhecidos.

A Floresta das Almas Perdidas está disponível a partir desta sexta-feira em formato on-demand, nos videoclubes das principais operadoras nacionais, também no Filmin, e no stand da FNAC existente na Comic Con Portugal até domingo estará à venda uma edição especial do DVD com um custo promocional.

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